É rap ou é funk? É WC no Beat com o álbum 18K

Música 19/03/2018

Produtor de Vitória-ES, WC no Beat lança álbum misturando os maiores nomes do rap nacional junto dos maiores nomes do movimento funk. As batidas, intercalam o ritmo dançante que surgiu nas favelas cariocas com a levada americana do trap. Mais do que isso, o produtor apresenta um movimento que cresce às escondidas e que mostra: rap e funk estão mais próximos do que se imagina. Quer saber mais dessa fita? Acompanhe agora no Portal KondZilla.

Com 22 anos, WC no Beat já está no universo da música há algum tempo. Originalmente focado no rap, o produtor trabalhou uma galera do funk como MC TH, MC Hariel e MC Cabelinho. Agora, em 2018, lança o álbum 18k, com 10 músicas e mais de 20 MCs convidados. Cada faixa acompanha um dueto de um cantor de rap e também um de funk (as vezes até mais que 2 cantores).

O destaque desse trabalho vai pra fluidez que as letras e batidas possuem. Por muito tempo, a galera do rap fez cara feia pro funk. Mesmo em São Paulo, onde muitos MCs de funk se lançaram com algumas letras no rap, principalmente a galera da Baixada Santista, demorou para rolar uma aceitação de estilos. Só que olhando pra trás, lá no começo do movimento carioca, percebemos que as batidas do Miami Bass e hip-hop foram o que originaram o rap americano, a divisão de gêneros aconteceu quando as batidas aterrissaram em solo brasileiro.

Só agora, no século XXI, com a internet rompendo as barreiras de grupos musicais, a influência de batidas, rimas, melodias e experimentações se encontram a cada dia que passa e os sons estão cada vez mais próximos. Não soa mais estranho ouvir uma música de um artista originalmente de um movimento que trabalhou em conjunto com outro artista de outro movimento. São inúmeros os exemplos: Kevinho com Simone e Simaria, Fioti com cantores internacionais, Mano DJ e o produtor americano Baauer. Agora, Wesley Costa (nome do WC no Beat) uniu diversos talentos no mesmo trabalho

Quem, há 10 anos atrás, diria que a cantora MC Pocahontas faria uma música com o rapper Rincon Sapiência? Ou o MC Lan com Cacife Clandestino? Quem já tinha arriscado essa mistura de ritmos foi o produtor carioca Yago Gomes, acumulando trabalhos com artistas como o rapper Filipe Ret e o MC TH.

Enquanto esse mistura de ritmos sempre foi algo comum para produtores do movimento eletrônico alternativo (popularmente conhecido como underground), essa tendência está chegando ao circuito comercial. De forma natural e pela mãos de produtores brasileiros, o que autentica cada vez mais a música brasileira e os artistas daqui. Não foi necessário um produtor estrangeiro aqui e nos ‘presentear’ com essa ideia, WC no Beat tomou de assalto e fez isso com maestria.

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