A nova coleção da KondZilla Wear vai além do CapZilla

Comportamento 2017/03/29

Estréia hoje, a segunda coleção de roupas da KondZilla. Batizada como KondZilla Wear, a marca surgiu com o intuito de apresentar a estética da KondZilla, a mesma estética que ajudou a definir a cara do funk de São Paulo. Criada inicialmente para ser a marca dos Bonés – CapZilla, agora, a marca vai promover, também, produtos de alta qualidade, com design contemporâneo, tendências globais e pretende unir todos esses elementos em produtos para todos os públicos, principalmente adeptos do Urban Style. Tudo isso em peças de roupas, acessórios e é claro, o famigerado CapZilla – este não poderia faltar.

A KondZilla Wear surge num momento de expansão da produtora. Depois de viajar para diversos países da Europa, o diretor KondZilla decidiu lançar uma nova coleção de peças para a sua loja, que antes focava apenas nos bonés.

Logo de cara, percebemos que uma tendência de ‘menos é mais’, se uniu com traços mais finos e com menos estampas (estética da coleção passada) ao mesmo tempo que unem estilo e beleza.

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Hoje, estreiam na loja os coletes e as bermudas. Mas, o trabalho de criação da marca se estende a outros produtos e acessórios do funk, como: boné, meia, roupa de baixo e também o Top para as garotas.

Um dos maiores desafios da marca, era trazer peças novas sem perder a estética da produtora – que já chamava a atenção com os bonés. Na linha anterior, a logotipia da marca KondZilla foi muito explorada e bem aceita pelo público. O CapZilla virou o símbolo da produtora. Já nesta coleção, a KondZilla Wear resolveu explorar a logotipia junto do estilo minimalista que define a marca, em mais produtos.

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Agora, a KondZilla Wear vai definir um estilo para a marca – que antes era só a logotipia, e a partir deste lançamento vai continuar com a mesma linha, promovendo a estética da produtora.

É importante ressaltar que a KondZilla Wear não vai fugir do público do funk. Pelo contrário, ela quer somar à cultura do funk elementos que já estão presentes na moda, só que com acesso mais difícil.
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O principal norte da KondZilla Wear é incluir peças na sua coleção que andam em falta no mercado brasileiro, principalmente do segmento masculino. A coleção vai refletir nas influências de fora, como da Europa e Japão, lugares em que o diretor passou recentemente para trabalhos e trouxe essa estética para a marca.

Hoje, o KondZilla esta atento as tendências globais e quer trazer essas referências externas para o seu público. Torando a loja uma porta de entrada para essas peças, que já estão em circulação no mercado lá fora, mas demoram para chegar aqui no Brasil – e as vezes nem chegam. E a KondZilla Wear quer ser uma marca que esteja antenada com a moda global, incluindo isso no mercado do funk.

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Afinal, a música tem o dom de juntar as pessoas. Seja na festa universitária, seja no festival de música eletrônica, seja na rádio, o funk está em todo lugar. O funk consegue unir as pessoas. Então, por que não não criar uma roupa em que essas mesmas pessoas se unam também. O canal da KondZilla conseguiu unir diversos públicos que gostam de funk.

Por exemplo: nos EUA os rappers ditam muitos aspectos da moda, muito por serem a parte mais influente da cultura musical. E, assim como o rap é a cultura periférica americana, o funk é a cultura periférica brasileira. O mercado lá fora, é muito aquecido, tanto no fator financeiro – que movimenta milhões de dólares -, como também com o lançamento de produtos. A KondZilla Wear, assim como a produtora KondZilla Filmes, quer refinar a estética do funk.

Se hoje a moda do funk é visto como marginalizada, a nova coleção da marca quer mudar esse aspecto com peças contemporâneas e estilosas, seguindo as tendências globais e do público do funk.

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Ou seja, tornar o funkeiro como referência de moda. Se o funk ditam as referências na música (lembra das músicas do Verão de 2016 e 2017?) porque não ditar a moda? Os cortes chavosos estão ai para provar que a estética da periferia tem valor.

Diferente do que possa parecer, a KondZilla Wear não quer reinventar a roda. Ela está trazendo elementos que funcionaram em outras culturas para a estética do funk. O MC já tem a característica de ser mais ousado nas suas letras, de falar sobre a sua realidade e questionar os problemas. No funk, mesmo que as músicas falem sobre alegria, dança e sensualidade, também tem a ousadia na voz. A moda reflete esse pensamento, essa ousadia dos cantores. E isso não é uma característica só do rap, podemos citar Cauby Peixoto, Wilson Simonal entre outros cantores da MPB, que já ousavam nas vestimentas. Agora, é a vez do funk.

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Autor:
Redação

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