O MC Hollywood manda bem na voz! Vozeirão tipo Ópera

Matérias 2017/04/25

*Todas as fotos por Rafael Casarin do Studio Storme, para o Portal KondZilla

Essa pessoa que vos escreve pode afirmar com toda a certeza: essa voz do vídeo abaixo é natural. E Iago Ribeiro Sasso, 23, o MC Hollywood, faz questão de usar e abusar do seu dom, como é possível perceber nos seus sucessos: “Fumando e Bebendo” e “Como eu Vou Voltar Pra Casa“. Hoje, o Portal KondZilla conta um pouco mais sobre a carreira do MC, de onde saiu essa ideia de cantar, digamos, diferente e como isso se tornou sua marca registrada.

Nascido e criado na Zona Leste de São Paulo, Hollywood começou a cantar quando tinha uns 16 anos, lá em 2010. A grande sacada que Iago teve foi usar um tom diferente para cantar. E se você acha que o uso desse tom de voz em musicas de funk já é um ponto fora da curva, a explicação do cantor sobre como surgiu a ideia é mil vezes melhor.

“Um dia estava em casa, assistindo Pica-Pau na TV. Era um episódio em que ele era barbeiro e cantava aquela coisa do ‘Fígaro’, sabe? Daí pensei que era capaz de fazer aquilo, imitar aquele tipo de voz. Pesquisei na internet e vi que se tratava de uma ópera [‘Il barbiere di Siviglia’, de Gioachino Rossini] e decidi fazer uma paródia”, explica o MC.

A brincadeira abriu os olhos do MC para a música e a carreira no funk. Hollywood diz que usar esse ‘truque’ o ajudou a ser reconhecido e virou uma marca registrada nas suas músicas, que refletem bem o espírito do jovem na noite.

“Sabia que esse era um diferencial meu. Sou fã do pessoal do Rio de Janeiro, principalmente do MC Magrinho. Eu canto putaria muito por conta dele, mas sei que tenho que cantar coisas mais lights, porque tem muita gente que não escuta funk só por conta dos palavrões”, diz. Inclusive, ele avisa que em breve vem música nova do MC Hollywood com produção do DJ Jorgin.

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Da TV surgiu o jeito de cantar, e você deve estar se perguntando se o nome artístico do cantor também surgiu assim. Pois bem, temos aí mais uma boa história. “Precisava de um nome artístico, né? Certo dia, me chamaram para cantar e não tinha um, não podia ser só MC Iago. Passei perto de uma padaria e vi o cigarro Marlboro, mas daí lembrei que já tinha o DJ Marlboro. Do lado, tinha o cigarro Hollywood. E foi assim que escolhi meu nome artístico. Eu até comprei o maço, e nem fumo! [risos]”, conta o MC.

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Segundo ele, no início da carreira os bailes eram conciliados com o trabalho – que foram diversos. “No começo, eu trabalhava como vendedor e cantava em uns bailes menores. Na primeira vez que subi num palco, tive a certeza que era aquilo que queria para minha vida”.

Morando apenas com a mãe, ele explica que o apoio da família para cantar funk não era dos maiores, porém, nunca houve falta de estímulo. “Tenho certeza que não foi só a minha mãe que não queria que eu cantasse funk. Isso acontece com muitos MCs. Minha mãe queria que eu trabalhasse e estudasse, virasse um médico, advogado. Porém, expliquei para ela que meu sonho era ser cantor e ela entendeu”.

Cansado de trabalhar e ver o sonho de ser MC cada vez mais longe, Iago decidiu largar seu emprego como vendedor em 2014 e mergulhar na carreira de cantor. No entanto, ele explica que sofreu bastante para alcançar a sobrevivência com o funk, muito por conta da falta de amparo e ganância.

“Na primeira produtora em que trabalhei, percebi que o funk é um universo muito grande e você precisa ter o olho aberto. Eu fazia diversos bailes, agenda lotada, e ganhava o mesmo salário como vendedor. Percebia que tinha algo estranho”, explica o MC, que mesmo em meio a dificuldade, não desistiu do sonho de viver da música.

Hoje, Hollywood é um dos MCs que integra o time da KondZilla Records e planeja bons trabalhos nessa sua nova jornada. O cantor já consegue sobreviver só da música e não precisa de um trabalho paralelo.

Feliz com o atual momento da carreira, Hollywood faz questão de deixar um recado para os mais novos: “Hoje em dia, a molecada acha que o percurso é fácil. Agradeço ao meu empresário, a minha antiga produtora, a GR6, e a KondZilla que me deu essa nova oportunidade. Graças a eles, consegui uma estrutura e uma oportunidade para chegar longe”, e acrescenta. “Porém, tem que ter os pés no chão, saber que as coisas são complicadas”.

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