Programa VAI dá empurrão à cultura de periferia

Juventude 18/01/2018

*Foto cedida por: Thais Siqueira // Portal KondZilla

Viver na periferia de São Paulo e produzir cultura não é uma tarefa das mais fáceis. A falta de recursos e equipamentos culturais é uma barreira que faz muita gente desistir no meio da caminhada. Entretanto, existem alternativas que podem tornar o seu sonho realidade. Uma dessas alternativas é o Programa para a Valorização de Iniciativas Culturais – o VAI. Hoje, o Portal KondZilla explica um pouco melhor sobre o programa e como ele pode ajudar os projetos culturais das quebradas.

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Se você nunca ouviu falar, vamos te apresentar o assunto: o VAI é um programa da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, criado em 2003 com o objetivo de “apoiar, financeiramente, por meio de subsídio, atividades artísticos-culturais, principalmente de jovens de baixa renda e de regiões do município desprovidas de recursos e equipamentos culturais”. Em outras palavras, é um edital para financiar projetos de cultura em regiões onde há falta de locais e projetos culturais (soa familiar, né?!)

O VAI tem como função dar aquela ajuda financeira para projetos que se encaixam nessas três intenções: estimula a criação, o acesso e a participação do pequeno produtor e criador no desenvolvimento cultural da cidade; promove a inclusão cultural; estimula dinâmicas culturais locais e a criação artística.

Pra você entender melhor sobre esse papo de ajuda financeira, a ideia é “estimular dinâmicas culturais”. Nada mais é do que uma forma do governo fechar um buraco  da falta de acesso a cultura na periferia, dando oportunidade para galera que mora nesses lugares e já esta trabalhando no segmento cultural ou quer começar um projeto e falta grana. Aliás, o Portal KondZilla já mostrou outro projeto que forma agentes culturais na quebrada, clique nesse link e entenda melhor.

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O edital municipal possui duas modalidades. Na modalidade I, podem se inscrever grupos ou coletivos periféricos compostos por pessoas físicas entre 19 e 28 anos. A modalidade II visa grupos e coletivos de jovens e adultos também, só que dessa vez, que tenham um histórico de, no mínimo, dois anos em atividades artístico-culturais (ou que já tenham sido escolhidos na modalidade I). A ideia aqui é dividir os editais por grupos: aqueles que estão começando e é a primeira vez, da turma que já sabe montar um edital e já trabalha no rolê.

Então se você tem o sonho de produzir uma peça de teatro ou expandir seu conhecimento sobre a cultura hip-hop, ou ainda se você já tem seus equipamentos e produz aquela festa que é sucesso na quebrada, o VAI pode ser a sua melhor opção, como foi no caso do Sarau Preto no Branco, no Expresso Perifa e no Lentes Periféricas – todos eles receberam uma ajuda do programa. Não há uma lista do que pode ser financiado, eles dão abertura para tudo: pode ser uma festa, um sarau, uma oficina, uma escola, uma apresentação, uma turnê de banda, a produção de um filme, um documentário, uma série, uma orquestra, um livro, um gibi, enfim, a ideia é ajudar produtores culturais.

Uma vez por ano, a prefeitura divulga o edital com as regras para você participar. O material fica disponível na internet e nos equipamentos culturais do município, que também são locais para as inscrições dos projetos. A escolha dos projetos escolhidos para ganhar os recursos do VAI é feita por uma comissão mista de funcionários públicos e pessoas relacionadas a cultura, mas sem ligação com a prefeitura.

Se você se interessou, fique atento pois logo, logo abrirão as inscrições para os projetos que concorrerão ao VAI em 2018. Você pode acompanhar as datas pelo Diário Oficial do município, pelo site ou pelas redes sociais do programa. Alguma dúvida a mais, dê uma lida na lei do VAI ou entre em contato com o pessoal pelo email [email protected] ou pelo telefone (11) 3397-0155.

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Autor:
Redação

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