Slam das Minas é feito pelas e para as minas

Comportamento 4 semanas atrás

*Todas as fotos por: Kamila Oliveira // Portal KondZilla

No último sábado, 06 de outubro, aconteceu a final do Slam das Minas. O evento foi realizado no Sesc Parque Dom Pedro, em São Paulo e trouxe um público animado para a batalha, todos que foram pro rolê acompanharam do começo até o final todas as minas que participaram. O coletivo também convidou a artista Drik Barbosa, cantora e compositora de rap e R&B e junto com seu pocket show, também rolou a apresentação da parceria de Drik com o coletivo: a música “Trincheira #ElasSim”. O Portal KondZilla esteve no evento e te conta um pouco mais sobre o Slam e sobre a importância desse evento.


A rapper Drik Barbosa no Slam das Minas

O Slam das Minas surgiu em Brasília, em 2016, tendo como integrantes: Mel Duarte, Jade Quebra, Pam Araújo, Carolina Peixoto e Luz Ribeiro. Elas decidiram expandir o movimento e criar o coletivo também em São Paulo, sendo que somente mulheres podem participar dos eventos, mostrando assim que mulheres também podem ocupar espaços como saraus e slams. Durante todas as apresentações, estão presentes minas de todos os lugares para recitar suas poesias e suas rimas, todas sendo uma forma de protesto e luta contra o machismo, racismo e homofobia.


Pam Araújo, Mel Duarte, Jade Fanny e Carolina Peixoto

Aproveitamos o evento para trocar uma ideia com a Pam, uma das líderes do Slam das Minas sobre o evento e a importância dele para as minas. “A final da batalha do Slam foi muito importante para gente porque além de reunir todas as ganhadoras, é um evento que nós nos colocamos totalmente dentro dele de corpo e alma. Nós queremos sempre que seja do jeito que gostamos, com pessoas que gostamos, por isso chamamos a Drik. Então, para nós, o projeto ele tem que acabar com a alegria de estarmos todas juntas, independente de quem ganhou, todas são maravilhosas e poetas ótimas.”

Na batalha final, estiveram presentes as 12 vencedores das batalhas realizadas anteriormente por toda São Paulo. No total, cada mina tinha três minutos para mostrar seu trampo autoral e cativar o público. A vencedora da batalha foi Laura Conceição, de 22 anos, que veio direto de Juiz de Fora, Minas Gerais, e emocionou o público com sua poesia. Com a vitória no Slam das Minas, Laura também conquistou a oportunidade de competir na final do Slam BR. Se liga quem foram as participantes da final:


Tawane Theodoro, 19 anos, Capão Redondo/SP


Ingrid Martins, 22 anos, Taipas/SP


Stella Yeshua, 32 anos, Centro/SP


Kimani, 25 anos, Grajaú/SP


Patrícia Meira, 31 anos, zona leste de SP


Bruna Mara, 26 anos, Jardim São Luiz/SP


Aline Anaya, 26 anos, Jardim São Luiz/SP


Gabi Nyara, 23 anos, Grajaú/SP


Jéssica Brito, 19 anos, Jabaquara/SP


Midria, 19 anos, zona leste de SP


Fabiana D’Alcântara, 25 anos, BH


Laura Conceição, de 22 anos, Juiz de Fora/MG

Laura recitou os seguintes versos:

“… A verdade é que eu cheguei aqui no rap
Se não me conhece procure saber
O mundo abre suas portas pra mim
Eu me abro pro mundo me conhecer
E não me esquecer
Amadurecer
Pra te enlouquecer
Com facilidade
Busco liberdade…”

Durante o bate papo, Pam também contou do retorno que estão tendo com esse projeto e também os acontecimentos que se orgulham. “Ficamos muito felizes por ter tido tantos retornos positivos e legais. O acontecimento maior depois que surgiu o Slam das Minas foi que as minas estão em todos os slams! E elas estão ganhando muito, sabe? A gente não via tantas meninas nas finais dos outros slams e agora eu chego a dizer. que a maioria são minas. O Slam das Minas virou uma base de treinamento. para guerra. Agora as meninas têm essa possibilidade de chegar em outros slams tão forte e achamos isso maravilhoso”.

O Slam das Minas dá a oportunidade para todas as mulheres, de todos os lugares, se expressarem, falar de suas vivências, dificuldades e até mostrar como superar algumas situaçõe através da poesia falada e da arte, além de mostrar a representatividade, empoderamento e visibilidade à toda literatura feminina, mostrando sempre lançamentos de trabalhos de artistas independentes. Todo terceiro domingo do mês elas se reúnem e fazem o evento acontecer. Por isso, esse movimento é tão importante entre as mulheres. Trata-se de vida, poesia, amor, arte e muita resistência.

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